A Receita Federal divulgou, recentemente, que 747 mil declarações estão retidas na malha fina do Imposto de Renda de 2017, por conta de erros e informações inconsistentes. Na maioria dos casos, o quem tem levado as pessoas à essa situação é a omissão de rendimentos e inconsistências na declaração de despesas médicas.

O supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir, conta como os contribuintes podem descobrir se caíram na malha fina.

“O primeiro passo é ela consultar o extrato da declaração disponível na página da Receita. Lá no extrato, ela vai verificar a pendência; vai estar o nome das empresas. Se não estiver correto e ela tiver condições de corrigir, ela faz a correção por uma Declaração Retificadora, manda a Declaração Retificadora e, se coincidir com as informações da Receita, ela terá a sua restituição liberada.”

Joaquim Adir conta também quais são os principais fatores que levam o contribuinte a ficar com a declaração retida na malha.

“É muito comum a inconsistência de despesas médicas, situações em que as pessoas não informam rendimentos, às vezes de uma segunda fonte, as vezes o rendimento de dependente, um aluguel, dependentes que não preenchem as condições de dependência. Há muitas situações em que o contribuinte fica com a sua declaração retida em malha.”

A Receita Federal disponibiliza um aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e à situação cadastral no CPF. Com a ferramenta, é possível consultar informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Lembrando que a restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, ele pode requisitá-la pela internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição.

Nesta segunda (8), o lote residual de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física, referente a janeiro, foi liberado para consulta. A Receita Federal calcula que R$ 310 milhões serão desembolsados para declarações de 2008 a 2017, que incluem mais de 165 mil contribuintes que estavam na malha fina, mas acertaram os débitos com o Fisco.

(Agência do Rádio)